quinta-feira, 14 de maio de 2009

Mais um heroi brasileiro que cai...

Pois é...

Pessoal depois de muito tempo estou quase voltando.

Mas vamos ao post.

Acho que todos devem conhecer ou ja ouviram falar de uma obra de Aleijadinho, pois é tem uma históriadora que descobriu mais uma mentira da nossa história.

vejam esse texto do site


Aleijadinho existiu? De acordo com o livro "Aleijadinho e o Aeroplano", da ouropretana Guiomar de Grammont, a resposta é “não”. Aleijadinho não “existiu”. Quem existiu foi Antônio Francisco Lisboa, escultor pobre, que viveu em Vila Rica no século XVIII e teve uma vida muito mais prosaica do que a do mito consagrado na história. Existiram diversos “Aleijadinhos”, inventados à medida que se deu a construção nacionalista de uma imagem da “arte brasileira” em diferentes contextos, do século XVIII até hoje. Cada momento criou o seu Aleijadinho em diversos gêneros literários e científicos, segundo a autora que é doutora em barroco mineiro e diretora do Instituto de Filosofia Artes e Cultura da Universidade Federal de Ouro Preto.

“Aleijadinho tornou-se um monstro sagrado, espécie de Hefesto, deus coxo capaz de fabricar maravilhas, indefinidamente, em sua forja. Em minha opinião, a principal injustiça foi torná-lo esse ser inumano, grotesco, deslocado do seu tempo. Grande parte das obras importantes do período levaria a assinatura de Aleijadinho, o que é inconcebível, uma inverdade histórica que desrespeita também a obra comprovadamente produzida pelo ateliê do talentoso artífice Antonio Francisco Lisboa. Seria necessário que o Aleijadinho tivesse tido dez vidas a mais para realizar tudo o que se lhe atribui”, explica Guiomar.

Ao analisar os documentos reunidos sobre a história do artífice, a autora chega a conclusões absolutamente inéditas: não há prova de que Antônio Francisco Lisboa tenha sido filho de Manuel Francisco Lisboa ou de que ele tenha sido arquiteto, como afirmam os críticos que lhe atribuem o risco de diversas obras arquitetônicas, entre outros pontos polêmicos. Guiomar mostra como o mito foi reapropriado e tomado como evidência histórica, sem contestação, em diversos programas da história do pensamento sobre artes e letras no Brasil. Nos séculos XIX e XX, vários discursos interpretaram as obras atribuídas ao Aleijadinho a partir de noções raciais, ambientais, psicológicas, artísticas e políticas não existentes no tempo em que o personagem viveu.

Guiomar de Grammont é escritora e dramaturga, atualmente diretora e professora de filosofia do Instituto de Filosofia Artes e Cultura da Universidade Federal de Ouro Preto. Premiada com a Bolsa Vitae e o Casa de las Américas 1993, publicou diversos livros, entre eles, Don Juan, Fausto e o Judeu Errante em Kierkegaard e Sudário. Criou e coordena o Fórum das Letras e é curadora de espaços literários nas Bienais do Livro do Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Começa a levar a literatura brasileira para outros países, com eventos como o Letras em Lisboa, realizado em abril de 2008.

O livro será lançado nesta terça-feira, 18 de novembro, às 19h30, no Palácio das Artes, Belo Horizonte. Contará com participação do professor João Adolfo Hansen. Entrada Gratuita.

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